quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

O dia em que conheci o Mr. S



Até os meus 14-15 anos, eu podia ser considerada uma pessoa normal. Banalizava as relações interpessoais, tinha uma página no orkut com mais amigos do que eu realmente conhecia, nunca havia me apaixonado, tinha medo de beijar na boca e nem gostava (mas beijava alguns garotos pra não perder a atenção da turma), uma vez namorei por seis meses com um cara estranho, bad boy da escola, do qual eu não suportava a voz. (Tudo pelo status quo)
Mas aí, eu conheci o Mr. S.
Estávamos lá,numa festinha, eu e meia duzia de melhores-amigas-pra-sempre, quando alguém abre a porta e surge. Seus cabelos bagunçados e sua roupa largada, me fizeram crer de primeira que ele fazia parte do serviço da festa. Ao ver a camera em sua mão, eu passei a chamá-lo de ''fotografo''. Mas era lindo, aos meus olhos - porque nenhuma das minhas amigas concordara comigo. Arquitetei então um plano, para chamar sua atenção. Eu e as garotas, iriamos tirar quantas fotos fosse preciso.
A minha amiga mais saidinha, chamou-o e fez a primeira pôse. Ele fez uma cara esquisita, e murmurou um ''tudo bem'', e ficou lá tirando fotos da gente. Foi quando um amigo nosso, o pegou pelo braço e disse ''Mr. S!! Você veio,amigão! Não fica ai tirando fotos, vamos curtir''.
ELE ERA UM CONVIDADO. Eu qus chorar, porque eu acabei de menosprezar o cara mais lindo do lugar. E eu não conseguia tirar os olhos dele. Me senti hipnotizada. O tempo passou e eu sofri calada rs, e de alguma maneira, porque juro que não me lembro, fomos apresentados. Geralmente, as pessoas recém-apresentadas, dizem ''Oi, prazer'', mas, isso não se aplica aqui. Assim que a pessoa que nos apresentou disse nossos nomes, seguido de um sorrisinho, nos olhamos e nos beijamos. Assim, bem rápido. E mais rápido ainda, foi quando finalmente nos separamos e ele virou as costas. Certo, eu estava acostumada com isso. Era um beijo de festa, normal.
Mas eu não conseguia pensar em outra coisa. Passei o resto da festa feliz e triste. Por tê-lo beijado e perdido, em uma fração de segundos.
Quando fui pra a casa, e nos 7 dias que se seguiram, eu só conseguia dizer aos quatro ventos que ele era o homem da minha vida, que eu precisava dar um jeito de vê-lo de novo..
Mas as unicas informações que eu tinha, eram um nome e uma foto que tiraram de nós dois nos beijando. (essa parte, muito tensa, por sinal).


E agora, como eu faria para encontrar Mr. S? Será que isso teria futuro? Será que eu estava me apaixonando? hm


quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Pra começo de conversa...

Desde os primórdios da sociedade, acontece da mesma forma:
Um garoto conhece um garota.
Cria-se afinidade, rola um clima, bate a química, há interesse (ou como queira chamar);
E então eles se beijam.
Do beijo, vêm muitas coisas. Uma sucessão de telefonemas, econtros casuais na padaria (que um dos dois nunca frenquentou antes), encontros marcados na sorveteria, no cinema ou num barzinho.
Desses encontros, surge a convivencia assidua, a saudade quando o outro não vem e por fim, há que se render à condição de apaixonado.
Os apaixonados, que só são classificados como tal, ao persistirem os sintomas de euforia, entusiasmo, taquicardia, sonhos bobos e sorriso largos, ao estar perto de alguém, acabam por namorar, esse alguém.

Normal, todo mundo sabe disso, não falei nenhuma novidade. Mas, eu queria avisar que a personagem principal dessa história, não é como todas pessoas da sociedade.
Portanto, se você espera ler aqui uma história de amor, ou paixão que acaba em namoro como no esquema descrito acima, pode parar por aqui. Seja feliz daqui pra frente, e olhe pros dois lados ao atravessar a rua.

Pra você que ainda insistiu em permanecer por aqui, aviso que as imagens e situações aqui descritas serão bastante fortes, chocantes e difíceis de acreditar.


Essa é a história de alguém que já não sabe mais se acredita em amor, mas busca incansavelmente por uma razão para não perder as esperanças. Só parece que nunca irá encontrá-la.